DESTAQUE: Junta de Freguesia de Ribeira Chã adquire obras do Festa Redonda para nova sede. Ver Iniciativas
Aceitamos propostas de projectos na área da Escultura e Cinema.

O Festival Festa Redonda, que decorrerá nas nove ilhas dos Açores, arrancou no dia 25 de Outubro de 2007 e irá prolongar-se durante dezoito meses até Abril de 2009.

O evento, cujo nome presta homenagem ao escritor açoriano Vitorino Nemésio que escreveu “Festa Redonda, Décimas e Cantigas de Terreiro Oferecidas ao Povo da Ilha Terceira” (1950), pretende facilitar o acesso de algumas franjas da população açoriana mais votadas ao isolamento a várias formas de cultura, contribuir para o desenvolvimento do potencial turístico das ilhas do arquipélago e divulgar jovens valores em nove áreas de criação artística distintas.

As mostras de Arquitectura/Design, Cinema, Dança, Escultura, Fotografia, Literatura, Música, Pintura e Teatro vão correr os Açores durante ano e meio, numa lógica de festival itinerante. Cada Arte estará em cada ilha por um período máximo de dois meses.

Esta é uma iniciativa da Associação Cultural Festa Redonda, criada com um objectivo que ultrapassa a realização deste evento único: ajudar a desenvolver regiões e comunidades, através da Arte e da Cultura, levando a locais isolados artistas, programadores, agentes culturais e realizações culturais que, de outra forma, não seriam aí acessíveis.
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terça-feira, 27 de maio de 2008

Águas Furtadas & Outras Ausências


Águas Furtadas & Outras Ausências é o segundo filme da Trilogia das Ausências, iniciada em 2005 com a longa-metragem Ausências de Espírito.
Dividido em três novos segmentos, o filme continua a explorar as mesmas temáticas da saudade e ânsia de preencher um vazio espiritual; desta vez, apresentando diversas personagens que, directa ou indirectamente, estão ligadas à mítica figura do poeta exilado Tomás.
Com um elenco internacional liderado por Martina Goodman, Luís Correia Carmelo, Ivania Elena, Martin Nowacki, Alexandre Guedes de Sousa e Sara Aleixo, Águas Furtadas estende igualmente a sua abordagem multicultural à banda sonora, na qual se pode encontrar Matt Howden, J.S. Bach, Tierna Mangano, Neil McSweeney, Cânticos Tradicionais do Quénia, Paul da Silva e Adriana Miki.
A trilogia, escrita e realizada por João Paulo Simões, conclui em 2009 com Ausências Que Ficam.


Ver biografia de João Paulo Simões

terça-feira, 11 de março de 2008

A Ilha da Montanha


A montanha apadrinhou-a e os habitantes chamaram-lhe Ilha do Pico.
Ilha açoriana de pedras negras, de pão escasso e de vinho verdelho, com o mar a acenar novos caminhos e outros futuros.
Alguns responderam ao chamamento e partiram, mas outros ficaram. Foram pastores, pescadores e baleeiros. Sulcaram a terra, do mar até à montanha. Criaram gado e outras formas de subsistência, que foram escasseando cada vez mais. Abriram caminhos e encontraram soluções. Fizeram cantigas de seroar e dançaram a chamarrita ao som do violino.
Mas a ilha mudou e muitos dos que partiram, hoje estão de regresso.
A montanha tornou-se apetecível e o mar adoçou o penar de outrora.
É destas mudanças que nos falam três habitantes do Pico: Canarinho, Costa e Daniel. Este emigrou e, anos mais tarde, fixou-se na ilha, onde trabalha e vive porque vale a pena voltar. O Costa saiu para estudar e regressou com o entusiasmo do seu amor pela ilha à qual dedica as suas canções. O Canarinho nunca emigrou. Através da música e do canto levou a recordação da ilha maior por esses países fora, como mercador da saudade.
Os três, na adega de Canarinho, oferecem-nos, em conversas quase privadas, uma viagem pelos recursos da ilha, do quotidiano, da música e das suas paisagens, sempre embalados na bruma da memória.

Um filme de Júlio Barata e Teresa Perdigão

Ver biografias de Júlio Barata e Teresa Perdigão

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

A Sal e Sol


A sal e Sol trata-se de um filme documentário que acompanha todo o processo
de extracção do sal marinho...
Rodado no eco museu do sal da Figueira da Foz, onde dois fiéis resistentes
desta arte antiga laboram, seguimos caminho pela aventura apaixonada do
marnoto, em obter o precioso sal através dos mesmos processos ancestrais,
utilizados pelos nossos antepassados.

Duração aprox. 20'
Produção - Imagem - Edição - Pós-Produção - Realização
Rui Costa

Ver biografia do realizador

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Cá Dentro


Por dentro, um olhar exterior sobre as singularidades de uma existência comunitária, remota e particular, no entanto cada vez mais vulnerável às transformações que a ida de pessoas de fora implica: o passado relembrado, o presente observado, celebrações colectivas, traços de solidão, a relação entre pessoas e natureza, o antigo e o novo.
O filme consiste na articulação, não ordenada cronologicamente, de vários momentos, colocados em contraponto com a banda de som, sua voz e ampliação: a vida na fajã, em fragmentos evocativos, residuais, especificidades do olhar, de fora para dentro.

Ficha Técnica

Concepção e realização: José Neves (2005)
Imagem: Sandra Meleiro
Som: Luís Carapeto, António Pedro Figueiredo, Paulo Cerveira
Montagem de imagem: Claúdia Bravo, José Neves
Montagem de som: Claúdia Bravo
Produtores: Catarina Fortes, Fernando Vendrell
Produção: Selma Cifka, Miriam Vale
Misturas: Tiago Matos
Online/correcção de cor/genérico: Miguel Oliveira
Com: Elizabete Borges, José Borges, Gilda Nunes, Baltazar Azevedo, Maria Mendonça Gregório, António Pereira Gregório, Sérgio Borges, Marcos Borges, Mónica Borges, Carlos Dias Valério, Tiago Nunes.

Ver biografia de José Neves


sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

A Lei dos Outros


Num quintal velho e abandonado, ALEX, um jovem rebelde e perturbador da paz, acorda de madrugada sem se lembrar nada do que se passara na noite anterior. Ao entrar na cave, encontra um polícia amarrado e espancado. Perplexo com aquela situação, ALEX tenta descobrir como a noite chegou àquele ponto. No entanto, os seus dois melhores amigos, VESPA e JUCA, não mostram vontade de querer pôr a verdade totalmente a descoberto, e parecem estar unidos no desejo de matar o polícia que tanto os atormentou toda a vida. À medida que o dia vai nascendo e a lucidez de ALEX vai regenerando, as memórias retornam como pedaços estilhaçados que tentam encontrar um todo racional. No fim, ALEX, que queria tomar a decisão mais acertada, descobre que a verdadeira razão pelo qual espancaram o SUBCHEFE LACERDA, foi por este ter chegado ao pico da sua malvadez ao violar a namorada do jovem ALEX. A sede de vingança toma posse do rapaz, e LACERDA vai fazer tudo por tudo para tentar deturpar a mente dos 3 rapazes e salvar a sua pele suja.


Um filme de Tiago Carvalho
Elenco: Marcontonio Del Carlo, Ian Velloza, Nuno Vinagre, Ramon Martinez, Inês Castel-Branco e Miguel Menezes

Ver biografia de Tiago Carvalho


terça-feira, 6 de novembro de 2007

Filmes experimentais: manipulação de película


Lucas Almeida apresenta uma compilação de trabalhos realizados no 4º e 5º ano do curso de Artes Plásticas na Escola Superior de Artes e Design nas Caldas da Rainha no âmbito da disciplina de Animação.
O trabalho dividide-se em três partes. A primeira parte que começa com o prelúdio ou primeiras experiências e reflecte, como o nome indica, as primeiras experiências realizadas em 16mm. Daí em diante, o autor foi sempre acrescentando e arriscando novas técnicas e vendo o que resultava. Repetiu várias formas até chegar à abstracção, que é a segunda parte.
Esta segunda parte, a escatologia sagrada do acaso, tem origens em místicos processos esotéricos e técnicas orientais desconhecidas.
O último e solitário filme, fafen minutem, é uma animação realizada a aparo e tinta da china e teve como origens uma teimosia do autor em não fazer um story board. "Não queria perder tempo e comecei logo a desenhar com o professor sempre a chatear para fazer o story board, ou seja, para prever o que se iria desenrolar", explica Lucas. A banda sonora improvisada por João Alves, acrescenta, foi essencial para o resultado final. Esta é uma animação realizada "à pressa", confessa, numa altura em que teve a infelicidade de partir a mão direita quando estava prestes a acabar os últimos 500 frames.

Ver biografia de Lucas Almeida

Super 8 Series



Numa altura em que a mesclagem e mestiçagem do cinema com outras correntes artísticas se assume como algo cada vez mais automatizado, as Super 8 Series surgem da exploração e manipulação exponencial do material usado. O acto criativo, parte de uma base de imagens, vulgo found footage, e vai de encontro aos cânones da filosofia punk; a inversão e a subversão como procura de dar lugar a novas e diversas leituras, a exploração de diferentes modos de visionamento e as reacções intrínsecas a cada indivíduo.
A consciência de uma entidade para além da narrativa faz com que surja uma certa tensão entre a representação e a abstracção conceptual, relação que provoca uma experiência cinematográfica totalmente visual e que varia de indivíduo para indivíduo. Da insubordinação da composição resulta uma (in)consciente manipulação psicológica. Da insubmissão da repetição e do ritmo surge a hipnose.
As Super 8 Series partem, no seu âmago, da relação entre a imagem e o som e da manipulação directa no frame criada a partir das expectativas e dos resíduos visuais.

Super 8 Series #1 – The Legendary Tiger Man
Super 8 Series #2 – Phoebus [c/ versão instalação]
Super 8 Series #3 “Memory” – Panda Bear

Ver biografia de Pedro Maia

Mais informação na página do autor

New York: Chapter Two e New York: Chapter Three


Este filme concerto surgiu do convite que o Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema 2007 apresentou a Peter Hutton, realizador norte-americano que tem construído a sua reputação realizando filmes e objectos documentais de paisagens tão singulares que vão desde a Polónia à Islândia, do Rio Hudson a Nova Iorque, intensamente poéticas e onde a água é um elemento central. Imagens documentais, retratos, e uma visão muito pessoal, com a particularidade de filmar sem som, o que na verdade até se percebe, pela força com que as paisagens preenchem o ecrã. Peter Hutton aceitou o desafio do "Curtas" de sonorizar os seus “retratos” com música ao vivo, onde os Bildmeister ofereceram o som do seu rock de guitarras intenso a New York: Chapter Two e New York: Chapter Three, segundo e terceiro capítulos dos retratos etéreos, meticulosos e contemplativos de Nova Iorque. Compondo uma banda sonora original, a experiência ao vivo do contraste do som dos Bildmeister, normalmente sujo e carregado, com as paisagens nostálgicas e poéticas de Hutton, resultam numa experiencia hipnótica e intensa.

Ver biografias de Bildmeister e Peter Hutton

Homens Sensíveis


Em 2004, na disciplina de Laboratórios de Som e Imagem do curso de Jornalismo e Ciências de Comunicação da Universidade do Porto, foi proposta aos alunos a realização de uma curta-metragem por grupo. «Homens Sensíveis» foi realizado por Carlos Luís Ramalhão, com a preciosa assistência de Sofia Pissarro.
A curta-metragem nasceu da conjugação entre vários poemas da autoria do realizador, sendo que um – o que deu o título ao filme – deu o mote para a história. A ideia era, de uma forma irónica, por vezes cómica, retratar o medo das pessoas, não só de admitirem os seus sentimentos, como também de lidar com os sentimentos dos outros.
Dentro de um quarto, Graham, um escritor frustrado, vê da sua janela várias histórias que se vão unir numa só. À medida que se aproxima das suas personagens, desconhece que elas também se aproximam dele. Manuel Sensível é uma vítima de todos os problemas que a sensibilidade lhe traz. Luísa é uma bela mulher, frágil mas incapaz de lidar com as fraquezas que o seu coração não admite nos outros. O Inverno é o líder frio e impiedoso de um grupo de homens-máquina às suas ordens – os Filhos do Outono. Mas nem tudo é o que parece.

Ver biografia de Carlos Luís Ramalhão

Balaou


Faz agora sete meses que a Blé, minha mãe, morreu. Estou em frente do mar de S.Miguel-Açores, a terra da família distante. Encontro a tia-avó Maria do Rosário, 91 anos, à procura do seu momento para partir. Fala-me de Deus. À sua volta, os bebés nascem. Todos passam pelo mar da ilha, negro, vulcânico. É aqui que encontro a Florence e o Beru, um casal francês que todos os anos cruza o Atlântico no Balaou, um barco à vela. Convidam-me a continuar a viagem com eles. Mando fora o bilhete de avião e faço-me ao mar alto.Dividido em três momentos e oito lições, BALAOU é uma viagem para aceitar o esquecimento das coisas.

Gonçalo Tocha

DV, 77´, cor, 16:9, Portugal, 2007

Ver biografia de Gonçalo Tocha

C-Mail, Quando O Correio Chega Por Mar


Filmado numa ilha remota do Mar do Norte, C-Mail, Quando o Correio Chega Por Mar conta a improvável história de Han Wolf. Recentemente reformado de uma carreira no ensino, Han adoptou como passatempo uma paixão que desenvolve desde a juventude: coleccionar cartas de todo o mundo, transportadas pelo mar e dentro de garrafas...

Filipe Araújo | Portugal, Holanda | 2005 | Cor | MiniDV | 10’02

Ver biografia de Filipe Araújo

Selvagens: A Última Fronteira


A trinta graus do Equador e a 80 milhas da civilização (Tenerife), esconde-se a fronteira mais a sul de Portugal: dois rochedos desprotegidos e inóspitos, plantados em pleno Oceano Atlântico, e mais próximos das Canárias do que do arquipélago da Madeira. Ali não há telefones, a água é a que sobra das chuvas, a electricidade vem do sol e só existem duas casas. Uma pertence ao governo, a outra a um casal de ingleses.

Filipe Araújo | Portugal | 2006 | Cor | DVCam | 29’49

Ver biografia de Filipe Araújo
Ver entrevista do realizador à Destak TV

Periféricos


PERIFÉRICOS é uma viagem sobre a Arte Digital na Macaronésia (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde).
Este vídeo documental mostra as ilhas do Atlântico através do fascinante e complexo mundo digital, onde as fronteiras entre as diferentes áreas artísticas se mesclam e trespassam factores temporais, espaciais e culturais. Provando que a Arte Digital pode ser igualmente uma linguagem importante de entendimento entre os povos dos quatro arquipélagos atlânticos, PERIFÉRICOS dá a conhecer as potencialidades, os desafios e as dificuldades dos artistas que trabalham na periferia da indústria cultural e continental. Como refere o teórico de arte António Cerveira Pinto “na web os centros de cultura não são necessariamente os mesmos do mundo analógico”, possibilitando assim, que os artistas contemporâneos possam criar em qualquer espaço digital um novo centralismo de produção cultural tão ou mais importante que os tradicionais já existentes.
Este documentário foi realizado pelo madeirense Hugo Olim e faz parte do projecto Projecto Atlântico de Arte Digital – PAAD.

Ver biografia de Hugo Olim